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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Na Tumba de um Herói - João Sampaio, Silvestre Araújo (Poema)


Bento Gonçalves - General
Aqui na tua campa me ajoelho
Desato meu lenço vermelho
que virou um terço bagual
Falando de igual pra igual
Te digo o que mais me dói
A gangrena que corrói
esses falsos farroupilhas
Que em pataquaras e panilhas
Envergam teu manto de herói

Se nem Dom Pedro, o Imperador
Nem o Duque de Caxias
Calaram tuas rebeldias de farrapo campiador
Não vai ser qualquer estopor
Corvos da história, almofadinha
Que atrás duma escrivaninha
e no conforto que isso encerra
Cuspam na bandeira desta terra
Que é a tua causa e é minha

Meu General, te pergunto
Aos pés desta cruz farrapa
Se a tua tumba é uma inhapa
Que se dá qualquer defunto?
Pra que os teus valores vivam junto
Pra lembrar o que tu fez
Eu sei que a alma do povo
Sonha outro Bento de novo
Pra no guiar outra vez

Se tudo o que tinha destes em prol da revolução
Enfrentando lança ou canhão,
Fome, sono, frio e pestes
Se andrajes eram as vestes
de ti e de teus comandados
Nós não somos derrotados
Olhe bem pra nossa gente
Por esta luz que me alumia
Eu sou deste povo pobre
Eo que nos falta de cobre
Nos sobra de valentia

Mas se teu corpo morreu
tua alma está bem viva
E assim permacene altiva
pros ideais que escolheu
Pois Bento quem te ofendeu
Soltando boatos na brisa
Neste chão que a gente pisa,
No meu Rio Grande altaneiro
Tu serás sempre o guerreiro
Que a minha pátria simboliza
Pois tu Bento, meu amigo,
Essência pura do pago
E a seiva do mate amargo
que eu sorvo e que me dá sustento
Teu nome no firmamento
se espalha no céu do pampa
Por isso aqui na tua campa
Proseio comtigo solito
Enxergando no infinito
o bronze da tua estampa

Mas bueno, general Bento,
Com vossa licença vou embora
Ao tranquito estrada a fora
assobiando contra o vento
Perdoe o derramamento
Mas tudo o que eu disse reluz
E após fazer pra Jesus
uma prece ajoelhado
Deixo meu lenço encarnado,
Atado em vossa cruz.


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