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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Galpão - Jayme Caetano Braun (poema)


Galpão velho chamuscado,
No fogão de gerações,
Onde as velhas tradições,
Desentoadas e ariscas,
Se renovam nas faíscas,
Quando se bate os tições.

Velho abrigo rio-grandense,
Plantado na pampa nua,
Onde a carne meio crua,
Irmanou com Portugal,
A velha Espanha mortal
E o nobre sangue charrua.

Foi bem ali junto ao mate,
Nesta rude comunhão,
Que definiu-se o padrão,
Do gaúcho flor do pago,
Caudilho, monarca e vago,
Cheio de amor ao rincão.

Na formação do Rio Grande,
Nada influíste como tu,
E até o gaúcho mais cru,
Como berço considera,
Esse abrigo que venera,
Desde Sepé Tiaraju.

E hoje, ao te ver deserto,
Lugar de duendes e assombros,
Eu sinto sobre meus ombros,
Na solidão que se alarga,
O peso da dor amarga,
Que brota dos teus escombros.


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