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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

De Boa Cria - Aureliano de Figueiredo Pinto (Poema)


Com aquela Revolução,

os homens tinham se erguido
no flanco de um esquadrão.

Ficou só a gurizada

para as lavouras e os campos.
Cada um toma atitudes
e imita os gestos e os jeitos
de tauras que se ausentaram.

Um, se faz de domador!

tras a eguada pra mangueira
e convida os piazotes
a “le” dar um ajutório:
- “mode” galopear uns potros...

Laçou um lazão manchado,

potrilho ali por dois anos,
que urrou e priscou no laço,
como filhote de tigre.

Feita toda a encenação

ali na grama da frente,
o gurizito montou:
- Podem “floxar” esse quebra!...

Agüentou pouco nos bastos

o gauchito domador.
Lá pelo oitavo corcovo,
se foi de ponta-cabeça,
escalavrando a carita,
maneado no tirador,
e o braço esquerdo quebrado.

Quando a campeira morena

(olhar pisado de ausência!) empeçou,
com mãos de santa, a encanar com taquaritas
o braço da quebradura,
foi “le” falando de manso:
- “Meu filho! no que tu sares,
virá o alazão manchado...

e vais domar sem cair!

Até aprender não cair!
Pra que o teu pai – se ele volta –

não alvorote os penachos
nem vire a bicho na jaula,
por ter um piá assim
tão maula que ande
a cair desses guachos...”



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