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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Garreado - César Oliveira (Música)


O sol que mal tinha clareado

Naquela manhã traiçoeira

Se escondeu na polvadeira

De um corcovo debochado

Que encordoava cadenciado

No embalo de cada berro

Toureando a força dos ferro

De quem vinha enforquilhado

Já da sala pra cozinha

Vinha igual mala de loco

Se defendendo no soco

Daquela maula mesquinha

Que se mostrava daninha

E muito mais revoltosa,

Pra o irmão do Antônio Rosa

E cria da Velha Dadinha.

Era bem "veiaca" a tostada

Que corcoveou com o João Pedro

Segunda-feita bem cedo

No alvoroço da pegada

Me alembro que a cachorrada

Faz um costado pra o negro

Que já vinha sem sossego

Forcejando tipo bicho

Quase igual a um carrapicho

Agarrado nos pelegos

Tivesse montado mal

Nem cruzava da porteira

Onde a tostada grongueira

Se guasquedou e tirou o buçal

Arrenegada do Bocal

Trazia o Negro garreado

Num vai e vem chamarreado

Que assusta inté o mais bagual

Nunca vi côsa mais feia

Não é fácil, mas é lindo

Quando o mundo vem sumindo

Pra o índio que gineteia

Pois se a vida corcoveia

Buscando a volta mais braba

Quem facilita desaba

Quando o destino garreia


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