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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Milonga Maragata - César Oliveira (Música)


Sou herança de Maragato

A velha raça caudilha!

Tenho sangue farroupilha

Galopando em minhas veias

Nos arrancos de trinta e cinco

Andei trilhando coxilhas

Enredado nas flexilhas

Tramando aço em peleias

Chiripá de saco branco

Lenço atado e meia espalda

E uma vicha que se esbalda

Na melena esgadelhada

Na cintura, a carniceira,

Companheira de degola!

E um "quarenta" de argola

Pra garatir a qüerada

Carcaça de puro cerne

Foejada em têmpera quapa

Com a rude estampa farrapa

Plantei têrencia de mau

E a descência da raça

Semeei no eco dao berro

Brincando de tercear ferro

Com chimango e pica-pau

Relampeia ferro branco

Também troveja a garrucha

Nesta milonga gaúcha

Que, por taura não se enleia,

Peleia dando risada!

Porque o macho se conhece

É atrás do "S" da adaga

Debaixo do tempo feio

Só a coragem sustenta!

Pode faltar ferramenta

Mas sobra a fibra guerreira

Pois quem herda a procedência

Do nobre sangue farrapo

Só morre queimando trapo

Peleando pelas ladeiras

Com o instinto libertário

E o tino de um fronteiro

Eu era um clarim guerreiro

Pondo em forma o Rio Grande

Pois a grito e pelegaço

Fiz a pátria que pertenço

Cabrestear para um lenço

Maragateado de sangue


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