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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Num Posto, Num Fim de Mundo - César Oliveira (Música)


Troveja mágoas do agosto

"Baldas" de tempo grongueiro!

Trago amilhado um parceiro

Patas brasinas, gateado

Que quando o dia é dos brabos

E o passo se para fundo

Num posto, num fim de mundo

É quem me tira garreado

A vacage do espinilho

Vem despejando o terneiro

E o destino de posteiro

Se arrocina no serviço

Compromisso é compromisso

Não tem se boca entaipada

Quando não chove, cai geada

O inverno é feito pra isso!

Num posto, num fim de mundo

As léguas são mais compridas

As tardes mais encardidas

E as horas custam passar

Camperear e camperear

É o que me toca na vida

Graças a Deus tenho a lida

Que me permite sonhar

O "Campomar" encharcado

Já pesa mais um "poquito"

E o vento segue maldito

Riscando o vão da canhada

Uma borrega atracada...

Não deu pra salvar o cordeiro!

É assim no mundo campeiro

"Ás vez" se perde a parada

Desencilho no galpão

Onde a intempérie se acalma

O mate que aquece a alma

Sustenta um vício profundo

Um rádio gasta os segundos

Entre milongas e prosas

E a noite adentra morosa

Num posto, num fim de mundo.


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