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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Sonho - César Oliveira (Música)


Quem sabe o meu sonho

Ficou negaciando

Na costa de algum mato.

Nos ritos de algum trogo

Das últimas luzes

Que estreitam domingos

Ficou nas ramadas

Encilhando um mouro

Depois da sestiada,

Ou nas madrugadas,

Num quarto de ronda

De alguma tropeada.

Meu sonho rebolca

Nas xergas tão velhas

Moldadas de lombo

Guardando suores

Tal qual as relíquias

De um tempo precioso.

Fareja cambonas

Com jujos de campo

Pelas madrugadas

Chuliando cancelas

Que abertas prá o dia

Envidam potradas.

Meu sonho falqueja

As tramas de angico

Nas chuvas de agosto

E saca as penúrias

De tanta invernera

Nos cardos de um poncho.

Galopa num vento

Desfiando saudades

Soprado da estancia

Abanos de pala

Mesclado nas rimas

De crina e guitarra.

Talvez quando escute

Os gritos da pampa

N'alguma ilusão.

Limite o silêncio

Fazendo fronteiras

Na paz de um galpão.


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