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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sovando Amores e Penas - César Oliveira (Música)


O vento chegou mui bravo

Sempre campeando um açoite

Vagando dentro da noite

Se entropilham nos anseios

Que se extraviaram no rastro

De algum apelo medonho

Que venho costear no sonho

E me encontrou nos arreios.

Sem sono pensando longe

Lembrei da quela volteada

Que andei correndo uma egüada

No unharal da formosa

Inté numa enchente grande

Das macharronas me lembro

Que dão no mês de setembro

Com as cheias de santa rosa.

Estes recuerdos são glórias

Pra quem vive ou desdobrando

A sina de andar rolando

Sem ter medo do destino

Sovando amores e penas

Para encurtar as distâncias

Que fazem de um peão de estância

Um índio xucro e teatino.

Surrado pelos güascassos

Que nos aquebratam na acalma

E vão castigandoa alma

Deixando a estampa do avesso

Mas se nasci pra ser quebra

Ei de morrer junto aos malos

Depois dum golpe dum pealo

Vou ter o fim que mereço.

Mas vou deixar o meu rastro

Na volta dos corredores

Na goela dos campeadores

Ha de ficar o meu grito

Que andará pedindo boca

E retrechando na culatra

De alguma tropiada ingrata

Pra charqueada do infinito.

Nas aguadas do banhado

Meu corpo será remanso

Campeando um tal de descanso

Para que eu possa algum dia

Pedir morada pra deus

E venha surgir de novo

Cheio de balda e retovo

No lombo das sesmarias.

Sovando amores e penas...


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