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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Canto Alegretense - Antonio Augusto Fagundes e Euclides Fagundes Filho (música)




Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e de violão

Pra quem chega de rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tens o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhada no rio Ibirapuitã

Ouve um canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduí

E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer

E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão


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