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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Filho de Maragato - Tadeu Martins (Poema)


- Meu filho se um dia fores
Louquear com o bando chimango
Nunca mais volte à querência!

Havia ao pampa o alvoroço
Do campeador riograndense,
Da luta Federalista
De quando em vez renascia
Uma a la fresca de diachos
E a indiada trançava ferro
Sobre o chão republicano.

Ali no rancho o velhito
Acreditava seguro
Na gente do Juca Tigre...

Um dia que a chimangada
Passou arrasando tudo
O velhito se escapou.

E lá se foi num potrilho
O gurizote aporreado
Pra caudilha reculuta
Na corja de potreadores.

Quando veio Juca Tigre
O velhito memoriando
Disse a gente que confiava:
- Se juntô co's miseráves
Num bando de pica-pau.

Em cada capão havia
Um rasto de quem peleou...

Numa dessas madrugadas
O velho ouviu algazarras
E um Ô! de casa pachola.
Abriu a porta de couro
À meia luz do candeeiro,
Que mostrava num perfil
A fachada galponeira
A refletia um vermelho
Do lenção que sempre usou.

E o velhito se aprendera
Com muita chapetonada
Como se vive e se luta...
Olhou a tropa de brancos
Nos olhos de cada um
Nos lenços de cada um
Na barba de cada maula.

E ali do bando saiu
Um potreador grandalhão
Melena negra caída
Ao lenço branco encardido.

Depois pairou num silêncio
O xucro cheiro do sangue
Do velhito degolado.

Ahijuna! Inté limpo a adaga
Mas sujei meu lenço branco
Desse sangue miserável.
Escuta gente esta mancha
É a desgraça colorada
Do maragato - Meu pai.


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